Hoje, 24 de dezembro de 2024, acordei de um sonho ruim, e no final, seguimos caminhos diferentes. Talvez seja o além tentando me dizer algo, ou talvez seja apenas eu buscando um caminho distinto.
Isso se repete na minha mente como uma simulação fadada ao fracasso. Tudo parece tão simples, mas por que não é? Por que, na escuridão da noite, ele me persegue novamente? Permaneço inerte, como um para-raios enferrujado, esperando um raio que nunca vem, o mesmo raio que me colocaria nos trilhos. Mas não há raios, eu não sou um para-raios.
Mas agora, tudo mudou, e será diferente do que era, a não ser que isso não passe de mais um sonho, mais um dia comum. E se, ao acordar amanhã, eu ainda desejar ser quem éramos, temendo me tornar sua doença, e não sua cura… jamais conseguiria me perdoar.
Ficaremos no “se”, apesar de tudo o que aconteceu antes. Se, ao olharmos para o retrato, fôssemos nós o modelo? Será que valeria a pena tentar novamente, ou estaremos apenas presos a uma ilusão do que poderia ter sido?

