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Felipe Mateus
Ele, eu de ontem

Ele, eu de ontem

Por Felipe Mateus
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Ele era eu, mas tão diferente de mim,
Como posso ser outro, se um dia já fui assim?
O que fez ele mudar, o que ficou entre nós?
O que do passado se perdeu, calando nossa voz?

O passado se foi, sigo em minha estrada,
Com ele no retrovisor, traço a nova jornada.
Vejo a solidão que é agora minha morada,
Mas ainda sonho alto, com a meta desejada.

Apesar da diferença, somos tão iguais,
Nossos medos ecoam os dos nossos pais.
Admiro a certeza, que falta me faz,
E a cada manhã, me sinto mais incapaz.

Em sonhos profundos, sinto seu olhar distante,
A saudade aperta, seu retorno é constante.
Invejo-lhe a alegria, a felicidade de viver,
Espero sempre poder me espelhar em você.

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