No Altar do Ego
Muito venha a nós, pra pouco seja feito o Vosso Reino.
É meu carro, minha casa, meu filho.
Mas… cadê o que é nosso?
Cadê a comunhão que nos faz sentir sagrados?
Que mundo é esse, em que nos tornamos pecadores ao simples mudar do vento?
Desrespeitando a história e nossos bons hábitos.
Não somos infiéis por, em oração, caminhar em outros reinos.
Somos humanos; santo é aquele que nunca errou.
Se o pix cai, seja feita a vossa vontade;
lhe entrego minha dignidade, o meu bem mais precioso.
Assim seguimos, de bolsos cheios e almas desertas.
Compramos o céu parcelado, vendemos o chão sagrado.
Amém ao lucro, pois no altar do ego, o ‘nós’ foi crucificado.