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Felipe Mateus
Manicômio mental

Manicômio mental

Por Felipe Mateus
Postado em 12/09/2017
Sinto-me como um náufrago da própria mente, perdido em um vasto asilo invisível, onde cada pensamento é um corredor estreito e sem fim. Sou vigiado por sombras que deveriam me proteger, mas são elas que sussurram perigos em cada esquina. Lá fora, no mundo que gira indiferente, rostos passam apressados, mergulhados em seus próprios labirintos silenciosos, cada um preso em hospitais sem grades, onde a solidão se disfarça de rotina.
Imagem de um menino com uma camisa de força
Tudo é sem sal, sem sabor, toda posição parece errada. Eu me sinto como se estivesse em lugar nenhum, gritando bem alto para que alguém ouça a dor do meu desespero, mas ninguém ouve. E, quando ouvem, simplesmente riem e expõem minha humilhação para todos. Sinto vontade de explodir, de sumir, de mudar, de seguir em frente, bem longe daqui como manda o verão.
Nesse hospital em que estou, não me recupero, só pioro. A forma que encontro é esquizofrênica. Acho que tudo se refere ao meu eu interior. Se ele está estragado, como vou encontrar uma forma decente para mim? Apesar de eu sempre querer sair daqui e encontrar algo melhor para mim, eu sempre fico preso aqui, com os mesmos elementos me puxando para dentro, no fundo do poço.
Não quero mais procurar a felicidade, foi isso que me trouxe para esse hospital. Quero ser feliz, quero encontrar um paraíso de todas as cores já conhecidas. Com certeza, ele não é cinza, pois já estou cansado desse cinza que me cerca nas paredes deste hospital. Quero ver as cores de verdade que existem no mundo, do vermelho ao arco-íris. Quero ser feliz bem longe desse lugar.

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