Aos hipócritas, vocês venceram. Hoje, me torno luz. Deixo como epitáfio um “grito silencioso”: a dor de ter existido.
Contudo, não percam seu tempo com desculpas vazias e lutas falsas. O tempo perdido jamais retornará e o arrependimento é a mãe de todas as condenações.
Nesse sentido, gritei silenciosamente, buscando atenção e um ombro amigo durante a guerra interna que me assombrava. Orei desesperadamente por paz de espírito, mas cheguei à conclusão de que Deus não existe.
Além disso, em dias de chuva, eu olhava para o céu e não via a felicidade que um dia me coube. Olhava para os lados e não via ninguém. Todos imersos em seus próprios mundos, vivendo suas vidas, enquanto eu, como um homem invisível, gritava e ninguém me ouvia.
Ainda mais, a vida passa muito rápido para perdermos tempo com quem não tem tempo. Vou procurar neste mundo alguém que ouça meu clamor. Mesmo que precise gritar para a lua, alguém vai me ouvir.
Ainda assim, gritei meu grito silencioso o mais alto que pude, pois minha vida dependia disso. Com meu grito silencioso, esperei encontrar meu norte, mas ninguém jamais veio, ninguém jamais me ouviu.
Eventualmente, olhava para o espelho e me deparava com um monstro, a aberração ou a causa da minha solidão. Logo, fechava os olhos e me imaginava como um sonho em um lugar feliz e colorido, longe de monstros e da solidão. Amigos leais, contatos frequentes sem traições e parentes iluminados. Logo, acordo de novo e estou nesse pesadelo, a realidade bem pior que o sonho.
Em suma, nada do que eu faça mudará o que sinto. Diante dessa situação, me despeço de quem não compreende meus sentimentos e vou em busca de um novo lugar, desconhecido, que espero seja melhor do que onde eu estava.
O que você achou? Deixe seu comentário abaixo!
