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Felipe Mateus
Eterno em meu coração

Eterno em meu coração

Por Felipe Mateus
Postado em 10/11/2025

Veja bem, nada é eterno. O mundo já não é o mesmo de dez ou vinte anos atrás. Tudo vai perdendo a cor, o motivo de existir, a cada dia que passa. Eu não me encaixo em nada, vivendo uma vida em pedaços, tentando encontrar sentido onde antes havia certeza. O tempo é cruel; acontece com todo mundo, é como acordar numa segunda-feira e perceber que a tempestade passou, levando consigo o que era bom.

Odeio nostalgias. Sou grato pelo que passou, me fez ser quem sou hoje, e tudo ficará guardado em meu coração. Mas ficar preso nesse sentimento brega de que o passado era melhor… não. O futuro não traz garantias; eu tenho que criá-las. Na melhor das hipóteses, encarar o tempo como se não houvesse mais tempo. Tic-tac, tic-tac.

Mas que gosto ruim… não voltem ao passado. Tudo só acontece uma vez; o sobrenatural não pode ser visto. E, se tentar repetir, a própria consciência do ato vai impedir de sentir.

Deixe ir. Deixe voltar apenas de outro jeito, em outra família, em outro ciclo. Aprenda a fechar as portas e seguir em frente. É o ciclo da vida em ação, sendo ele o tempo, o motor da mudança.

Hoje me pego lembrando das suas palavras. Você disse que eu ia me arrepender. Pois é: aqui estou, em 2025, arrependido. Flertando com a nostalgia. Imaginando se pudesse voltar no tempo. Só para admitir: você tinha razão. O tempo é meu maior inimigo.

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