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Felipe Mateus
Super-homem

Super-homem

Por Felipe Mateus
Postado em 30/06/2025

Queria ser forte como o Ricardo, o Leonardo, o Igor, o Mateus e outros, mas infelizmente eu não sou forte — um Tabu. A sociedade moderna impõe metas diárias impossíveis de alcançar. Definitivamente nem todo mundo é igual, nem todo mundo tem capacidades especiais para “bater com o pé nas costas a cara do mundo”.

Nem todo mundo quer ser um imperador, outros só querem ser um ser humano. Mas será que ainda é possível? Será que ainda tem como ter uma vida normal?

Eu não quero ser imperador, não quero julgar pessoas como se fossem apenas números numa planilha. Não quero correr igual doido pra lugar nenhum e nunca chegar, eternamente preso na quarta-feira. Eu não sou super-homem. Não tenho habilidades especiais, não tenho o poder de não me incomodar com a dor.

Somos ratos de laboratório, viver é uma máquina de destruir sonhos, de moer gente. Em outras palavras somos substituídos como produtos baratos, sem peças de reposição. A ilusão que vendem,  de que todo mundo é feliz, depende do tamanho do preço que você vale. Afinal, tudo se trata disso: preço. Tudo tem um preço. Todo mundo tem um preço.

Eu era muito jovem pra entender: “Aquarela”, aquela musiquinha bonitinha que cantam pra criança, é na verdade um grande alerta do que vai acontecer com todo mundo.

Vão cortar suas asas, te colocar em gaiolas, silenciar teu mundo e torná-lo preto e branco. E tudo isso em troca de quê? O mundo é cruel, não se esqueça disso. Não tente ser super-homem, pois super-homem não existe. Não se desgaste lutando guerras que não são suas. Cuide de você, porque no fim, ninguém mais o fará por ti.


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